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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Convite Cartas Bahianas
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Eros resoluto e O livro do quase invisível
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Eros resoluto
Eros resoluto, pela Coleção Cartas Bahianas
Nasceu o livro. Aí está a capa. A cor não é exatamente essa. Será um tom de rosa mais escuro. Escolhi hoje a cor. Procurava um azul, mas o rosa se impôs.

quarta-feira, 14 de abril de 2010
Livros e livros
Há algum tempo disse aqui que estava escrevendo um livro. Estou. Vai ser lançado em agosto, tudo indica. Trata-se de um livro de contos sobre a Bahia e tem, até agora, o nome de CADA DIA SOBRE A TERRA.
A TARDE DE UM FAUNO
Darei mais informações quando tudo se confirmar.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Resenha na Verbo21
abril de 2009 | |
O vestido de dançar
Por Wladimir Cazé
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Em "3 vestidos e meu corpo nu" (P55 Edições, 2009, 50 páginas), primeiro livro de contos de Marcus Vinícius Rodrigues, há uma forte identificação do narrador com a figura feminina, que é o ponto de partida para a articulação do texto. O tecido do vestido de festa que a personagem de "A mais bela flor da alma" usa em um momento significativo de sua vida é feito do mesmo tecido de que são feitas as palavras com que a menina tenta apreender o seu mundo subitamente transtornado.
O fim da infância é évocado de maneira tátil: "Doía-me na barriga, bem lá embaixo, uma dor fina e desconhecida que às vezes me fazia torcer o vestido que encurtava" (p. 6). Pouco depois, outras percepções são sinestesicamente trazidas à flor da página, perante a descoberta precoce e quase simultânea do amor e da morte ......................... http://www.verbo21.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=383&Itemid=136 0 0 0 0 0 |
quinta-feira, 9 de abril de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Entrevista minha na Diversos afins. Vejam a gentil introdução de Fabrício Brandão
PEQUENA SABATINA AO ARTISTA
Por Fabrício Brandão
Certos encontros, até mesmo os mais inesperados possíveis, costumam acrescentar seus ingredientes instigantes de descoberta e, por assim dizer, renovação de nossos repertórios de vida. Recordo-me que o momento de perceber as primeiras escutas em torno do escritor baiano Marcus Vinícius Rodrigues veio com a afirmação de que versos redefinem não apenas mistérios, mas também traços mais tênues e sublimes sobre quem realmente somos. O moço, a quem tomo a licença de nomear como poeta do imponderável, além de desfilar ideias sobre a sua intimidade com o universo literário, recitava seus curtos, porém incisivos versos embebidos em lembranças, afetos, enigmas e, sobretudo, ausências.
O autor de Pequeno inventário das ausências (Fundação Casa de Jorge Amado), livro de poemas que lhe rendeu o Prêmio Copene de Literatura 2001, é hábil em construir signos que cativam pelo rico jogo de apelos sensoriais. Noutro momento, o poeta Marcus veste as túnicas de uma prosa regada a doses intensas de lirismo, alguma introspecção e um precioso percurso sob a ótica feminina, para nos servir sinfonias existenciais no belo 3 Vestidos e meu corpo nu (Coleção Cartas Bahianas – P 55 Edições). Um pouco de suas percepções, nuances criativas e sentimentos que movem linhas agora estão aqui, dispostos numa breve conversa.
C O N T I N U A NA DIVERSOS AFINS http://www.diversos-afins.blogspot.com/
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Comentário de um leitor sobre 3 vestidos e meu corpo nu
Ainda não tive como fazer uma análise literária mais profunda. Mas a primeira impressão foi realmente muito boa. Só reclamo do tamanho: fiquei com vontade de ler um pouco mais.
Abraço, Léo
domingo, 1 de fevereiro de 2009
<><><><>A sorte de ganhar ou perder
Tive a sorte de ganhar um prêmio (Prêmio Copene, hoje Brasken, da Fundação Casa de Jorge Amado) e assim fazer minha estreia na literatura. Alguém dirá, um bom amigo talvez, que tive a sorte e o talento. Talento? Acho que sim, mas não se trata de uma crença absoluta em mim, trata-se de uma crença construída de pequenos sucessos, com muita desconfiança e um suspiro esperançoso no final: É! Talvez eu seja bom! Dito isso, para não acharem que sou modesto, vamos tratar da sorte de ganhar e da sorte de perder.
Sim! Ganhar um prêmio também é sorte, independente do talento. Afinal, não se pode esquecer que naquele júri existem pessoas com suas idiossincrasias, suas crenças particulares sobre o que é bom e belo. É uma sorte encontrar uma banca que esteja em sintonia com sua forma de escrever. Lembrar disso ajuda a ganhar com serenidade. Afinal, pode ter acontecido apenas isso, sintonia, e não o reconhecimento de um talento absoluto acima dos gostos pessoais. E ajuda a perder com serenidade também, pelos mesmos motivos vistos de maneira invertida.
Às vezes, a gente ganha por azar, por que o livro não era bom e a gente acaba publicando algo que precisava de mais maturidade. É a partir desse raciocínio que penso na sorte de perder. Pode-se ganhar muito com isso. Vejam 3 VESTIDOS E MEU CORPO NU. Trata-se de um livro de contos pequeno. Esses contos já compuseram um livro maior. Este livro participou de concursos e não ganhou. Que sorte! Ficou tão melhor o livro assim, tão uno, tão forte! E o próximo, com outros contos do mesmo livro, será também forte. O livro grande se diluía, ficava sem uma identidade marcante. Esses pequenos são muito melhores. E olhe que são os mesmos contos.
Foi sorte!
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sábado, 31 de janeiro de 2009
Bruna Bianchi
Mas quando foi que eu desci do champagne protocolar para o porre?
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Agora só vou aceitar críticas da Bárbara Heliodora, fofa.
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Se eu fosse uma princesa européia, ia ter um batalhão de assessores pra esconder meus deslizes. Um telefonema e o serviço secreto invadiria o apartamento, depois de minha discreta saída, e sumiria com todos os vestígios. Se o rapaz não colaborasse, jamais trabalharia neste país. Um caso de segurança nacional.
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Elevadores são perigosíssimos. Muita intimidade. É quase promíscuo.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Matéria do A TARDE de 19 de janeiro de 2009
Autores baianos lançam livros pela "Cartas Bahianas"
Içara Bahia, do A Tarde
Lançamento da coleção Cartas Bahianas | Terça, 20, às 19h | Tom do Saber (3334-5677) | R. João Gomes, 249, Rio Vermelho
domingo, 18 de janeiro de 2009
Minha foto na capa de 3 vestidos e meu corpo nu
Um lembrete bom para época de lançamento de livro

COMO LIDAR COM CRÍTICAS NEGATIVAS
Internamente.
- Analise tudo sem mágoa,
- Separe a maldade do comentário sério.
- Mude o que você concluir que o crítico tem razão.
Externamente.
- Ignore.
- Nunca tome a iniciativa de comentar a crítica.
- Não se defenda publicamente.
- Se algum idiota comentar sobre a crítica, olhe para essa pessoa desprezível com seu melhor olhar blasé, ou então olhe pro infinito, distraído, e diga com voz mansa: Ah! sim, vi. É bom dizer que já viu. Assim ninguém vai querer lhe contar.
- Nunca lembre o nome do indivíduo que escreveu a crítica.
- Se você não puder fingir que não conhece a pessoa, ou porque é conhecida sua ou porque é muito famosa, e se alguém insistir por um comentário seu, defenda seu crítico. Algo assim: Poxa, Fulano falou que ele foi muito raivoso. Será? Eu não sei. Foi a opinião dele, né?É preciso respeitar.
- Se, ainda assim, insistirem por uma opinião sua, diga que ainda está pensando, que toda crítica deve ser ouvida com isenção, seja de quem for. O seja de quem for é importante.
COMO LIDAR COM CRÍTICAS POSITIVAS
Internamente.
- Analise tudo sem vaidade,
- Separe a generosidade do comentário sério.
- Não caia na tentação de repetir aquilo que foi elogiado como se fosse uma fórmula mágica.
Externamente.
- Ignore.
- Nunca tome a iniciativa de comentar a crítica.
- Não se vanglorie publicamente.
- Se algum puxa saco comentar sobre a crítica, olhe para essa pessoa simpática e, com um sorriso compreensível, diga: Ah! Me falaram, mas ainda não tive oportunidade de ler. É importante dizer que não leu para o puxa-saco poder repetir tudo novamente.
- Sempre lembre o nome do indivíduo que escreveu a crítica.
- Se você não puder fingir que não leu, ou depois de lhe contarem o teor do elogio, diga o seguinte: Fulano é muito generoso. Ele viu coisas que eu nem imaginava.
- Se, ainda assim, insistirem por uma opinião sua, diga que está feliz porque as pessoas estão gostando, que literatura é assim, às vezes a gente acerta, e que você ainda está tentando descobrir onde acertou.
T í t u l o s

Adoro títulos. Antes de começar um texto, ficção ou não, tenho de definir o título, mesmo que ele mude depois. Neste livro da Coleção Cartas Bahianas, o título veio depois e teve a função de dar unidade aos contos e expressar o que é o livro: 3 VESTIDOS E MEU CORPO NU surgiu para explicar o travestimento que realizo no livro. São três contos em que me visto do estilo e da temática de escritoras. Como já disse antes, o objetivo é brincar com aquela questão que sempre surge quando alguém inicia uma carreira: quais os escritores que lhe influenciaram?
Os contos constantes no livro, porém, não têm títulos que eu possa dizer que sejam meus. A MAIS BELA FLOR DA ALMA é retirado do nome da escritora “homenageada”: Florbela Espanca. Seu nome verdadeiro era Florbela d’Alma. BRUTALMENTE BRUNA é o título menos bonito, mas funciona muito bem para o conto. Na verdade, quem dá o título é a narradora do conto, a atriz Bruna Bianchi, que pretende fazer uma Peça com esse nome. DEPOIS DO BAILE VERDE é um título da Lygia Fagundes Telles. O conto vem a ser uma continuação do seu conto Antes do baile verde. Por fim, o último conto, A NOITE DE CADA UM, embora não tenha uma referência explícita (com autoria nomeada), tem origem bem clara. É inspirado no romance de Julien Green CHAQUE HOMME DANS SA NUIT (cada homem em sua noite), título que, por sua vez, é retirado de um verso de Victor Hugo: chaque homme dans sa nuit s'en va vers sa lumière (em tradução bem livre: cada homem em sua noite dirige-se a sua própria luz. O própria não está no original, mas é o sentido que dou ao verso). Caminhando por este labirinto da intertextualidade, o meu conto cita um outro verso do mesmo poema de Hugo: un vent qui souffle/ Disperse nos destins (um vento que sopra dispersa nossos destinos), que define o final do conto. A abaixo o trecho completo de Ecrit em 1846 de Les contemplation, de Victor Hugo..
Puis vous m'avez perdu de vue; un vent qui souffle
Disperse nos destins, nos jours, notre raison,
Nos coeurs, aux quatre coins du livide horizon;
Chaque homme dans sa nuit s'en va vers sa lumière.
Depois, você me perdeu de vista; um vento que sopra
Dispersa nossos destinos, nosso dias, nossa razão,
Nossos corações, pelos quatro cantos do lívido horizonte;
Cada homem em sua noite dirige-se a sua própria luz.
Enfim, eu que gosto tanto de títulos e me orgulho de escolher bons títulos, neste livro sou dono apenas de um.
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