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segunda-feira, 27 de junho de 2016
sábado, 14 de maio de 2016
A ETERNIDADE DA MAÇÃ - Playlist com as músicas que inspiraram o livro
A ETERNIDADE DA MAÇÃ é o livro vencedor do Prêmio nacional de literatura da Academia de Letras da Bahia. Todos os contos foram inspirados em músicas de Caetano Veloso
Pecado original
[1976] A ALMA DO DIABO
Maria Bethânia
https://www.youtube.com/watch?v=SvsAOZv-QYY
[1972] SOB O SOL QUENTE DE UMA TARDE DE NATAL
In the hot sun of a christmas day
Clever boy samba
[1969] BARCO VAZIO
The empty boat
https://www.youtube.com/watch?v=EjNanbciqSE
Os argonautas
https://www.youtube.com/watch?v=1sXg-XcP9wM
[1964] A FLOR E A ESTRELA
É de manhã
https://www.youtube.com/watch?v=fFmf0BUyMw0
[1974] LONGE DAQUI
Alguém cantando
https://www.youtube.com/watch?v=ha5XJYsIru0
Ele me deu um beijo na boca
https://www.youtube.com/watch?v=BYiaFhJHwTY
[1972] DIGA QUE VOCÊ MORRERIA POR MIM
Shoot me dead
https://www.youtube.com/watch?v=Cz4NwhsV-OE
[1978] QUALQUER COISA QUE SE SONHARA
Odara
Um frevo novo
https://www.youtube.com/watch?v=5vTfcfBPnsw
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia
https://academiadeletrasdabahia.wordpress.com/2016/05/06/alb-define-vencedor-de-premiacao-nacional/
Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia divulga vencedor
Publicado em por academialetrasba

O livro de contos A eternidade da maçã, do autor Marcus Vinicius Couto Rodrigues, foi eleito em 2016 a obra vencedora do Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (05.05) pela Comissão Julgadora, composta pelos acadêmicos Aleilton Fonseca, Gerana Damulakis e Carlos Ribeiro, que classificaram a publicação como “excelente, com pleno domínio da linguagem e do processo narrativo, em equilíbrio com as ideias e os temas, destacando-se ainda a estrutura orgânica do conjunto dos contos”. Cento e oitenta e oito trabalhos (188), de diferentes regiões do país, concorreram ao Prêmio Nacional ALB – 2016.
Contemplado pelo Edital Arte em Toda Parte – Ano III, da Fundação Gregório de Mattos, órgão da Prefeitura de Salvador, o Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia premiará o vencedor com o valor de R$ 15 mil reais e a publicação do livro por uma editora nacional. A solenidade de entrega será no dia 30 de junho, em ato público na sede da ALB.
Sobre o autor
Marcus Vinícius Rodrigues nasceu em Ilhéus-BA e vive em Salvador. Escreve ficção e poesia. Publicou os livros “Pequeno inventário das ausências” (Poesia, Prêmio Fundação Casa de Jorge Amado, 2001); “3 vestidos e meu corpo nu” (Contos, P55 Edições, 2009), “Eros resoluto” (Contos, P55 Edições, 2010), “Cada dia sobre a terra” (Contos, Ed Caramurê/EppPublicidade, 2010), “Se tua mão te ofende” (Novela, P55 Edições, 2014) e “Arquivos de um corpo em viagem” (Poesia, Editora Mondrongo, 2015). Seu conto “A omoplata” venceu o concurso Nacional de contos Newton Sampaio, edição 2009, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Paraná. Participou das antologias “Concerto lírico a quinze vozes: uma coletânea de novos poetas da Bahia” (Ed. Aboio, 2004) “Os outros poemas de que falei” (Ed Caramurê/EppPublicidade, 2004), “Tanta poesia” (Ed Caramurê/EppPublicidade, 2005), “Outras moradas” (Contos, Ed Caramurê/EppPublicidade, 2007), “Diálogos: panorama da nova poesia grapiúna” (Editus/ Via Literarum, 2010), “Autores baianos: um panorama, volume 2” (P55 edições, 2014), além de figurar no volume “Anos 2000 – Coleção Roteiro da Poesia Brasileira” (Global Editora, 2009). Mantém o blog: cafemolotov.blogspot.com.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
EXERCÍCIO: O mesmo disco
Em uma das oficinas do Projeto Escritas em Trânsito, Carol Bensimon propôs os seguinte exercício: escrever um conto com estas frases retiradas de um conto de Caio Fernando Abreu: 1) Ué, você resolveu cuidar de mim, é? 2) O disco tá tocando de novo. Já ouvi esse pedaço. 3) Aqui embaixo diz Produced in China.
O
MESMO DISCO
Por Marcus Vinícius Rodrigues
— Ué, você resolveu cuidar de mim, é?
A mão pegajosa já estava em minhas
costas. Um cheiro cítrico entrou em meu nariz. Pensei que fosse laranja ou
tangerina.
— É essência de bergamota. Não
conhecia?
Não conhecia, mas sabia que mesmo que
não perguntasse nada, ia saber.
— É ótimo anti-inflamatório. Essa dor
logo passa.
As costas relaxavam. Um calorzinho
gostoso começava. Quase me arrependi da explosão. Podia ter tido mais
paciência.
— E alivia o estresse.
Mas a conversa recomeçou. Eu é que era
estressado, eu é que não tinha harmonia com a natureza. Eu é que precisava
abrir o chacra cardíaco, meditar numa luz verde.
— Da uma olhada na cor desse unguento.
Estendeu a mão para a frente do meu
rosto. Verde.
— Você vai ficar bom rapidinho.
As costas ou o chacra? Eu quis
perguntar, mas isso seria recomeçar a briga. Ia voltar aquela história toda do
IChing, sei lá quantos hexagramas, por que eu sou terra, porque não dá pra
viver sem saber a hora exata do nascimento. O mapa astral que nunca fiz, o
livro de Caio Fernando Abreu que eu nunca li, o seu Caio F., o irmãozinho da
Cristiane... já sei, já sei, nem preciso ler pra saber de todas as histórias,
mas eu precisava, insistia, era preciso
rever o lugar da emoção, ali pelas costas, a massagem por trás do peito, era preciso escutar Keith Jarret suavemente.
— O disco tá tocando de novo. Já ouvi
esse pedaço.
Levantou, foi trocar o disco, as mãos
verdes. Minha vontade era não deixar. Toda a sujeira verde que ficaria. Mas, se
fizesse isso, o disco não pararia de tocar e eu teria de ouvir tudo de novo. O
melhor era ficar quieto e esperar que aquela gosma toda entrasse pelas minhas
costas e abrisse de vez o chacra. Me
virei para encontrar o frasco, as costas tinham mesmo parado de doer. Era um
frasco pequeno e redondo, de vidro escuro, um profundo verde garrafa, sem
rótulos nas laterais, mas embaixo tinha uma etiqueta.
— Onde você encontrou isso?
— Na chapada, claro. É natural. Você devia ir comigo da próxima vez. Ia ser
ótimo para você.
O disco recomeçou. O outro lado. Vinis
tem dois lados, eu tinha esquecido. Eu sabia que não ia escapar sem luta. Então
eu disse:
— Aqui embaixo diz Produced in China.
* Enfiei uns trechos de Bruna Lombardi pelo meio.
terça-feira, 2 de março de 2010
Tempo de prosa
Dias cheios estes.
Ando ocupado com a tarefa de escrever um livro de contos, um livro que, talvez, ainda esse ano publique. Trata-se de um livro temático, composto por apenas sete contos. Ainda não posso falar o título nem do que se trata. Nem sei se vai dar certo! Agora há pouco, acabei o primeiro conto e, depois de muito pensar nele, acho que sua realização não ficou boa. terei de pensar melhor. Vai para a gaveta por enquanto. Imediatamente comecei outro que já estava pensado. Penso todos os contos antes, mas na hora de escrever mesmo é uma aventura, é quando você vai conhecendo melhor aquelas pessoas. Este, vejam só, pensei em fazer na primeira pessoa, mas já na segunda linha me traí e ele ficou na terceira pessoa. Vou colocar a seguir o primeiro parágrafo.
Comentem!
Não precisava de todos os sentidos para saber que a casa acordava, por isso não abria os olhos. Para quê? Sabia que as cortinas estavam fechadas e que sua mãe só viria bem mais tarde, quando tivesse certeza de que ele já tinha acordado, ou quando decidisse que ele deveria acordar. Então, ela entraria silenciosa no quarto, pegaria suas roupas sujas no chão e com cuidado verificaria se o pouco barulho que fez serviu para acordar o filho. Se não, abriria a janela deixando que o vento se encarregasse de balançar as cortinas e fazer entrar a luz da manhã. Hoje, ele sabia, ela viria bem mais tarde. Era preciso dormir muito, ela dissera na noite anterior, dormir sem pressa e só acordar depois que o mundo se acomodasse de novo. Ele dormiu pouco. Foi uma noite de sobressaltos em que do nono profundo despertava para o susto, como se algo lhe expulsasse dos sonhos. Nestes momentos acordado, a casa pulsava num silêncio despovoado. Ele tentava escutar a mãe, a tia e a avó em seus quartos, algum vestígio da noite que tiveram, mas nada ouvia. O cansaço logo vinha e o sono retornava. Toda a noite passou assim, até que reconheceu os primeiros barulhos da manhã.
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