domingo, 28 de dezembro de 2008

Café Cremoso

Ingredientes:

 

1 xícara de chá de café granulado da sua 

preferência e marca

2 xícaras de chá de açúcar cristal

2 xícaras de chá de água

 

Modo de Preparo

 

Coloque todos os ingredientes na batedeira e comece batendo em velocidade baixa depois vá aumentando a velocidade da mesma, bater até que vire um creme esbranquiçado e cremoso. Está pronto. Para tomar, coloque umas 2 ou 3 colherinhas desse creme em uma xícara e derrame leite fervendo em cima, vai dar um café muito cremoso e saboroso.  

Pode guardar da geladeira por vários dias com uma vasilha com tampa

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O risco


Para Alex Simões

 

Querido amigo,

  sempre um risco

 

de iniciar-se o verso

no papel vindo ao acaso

 

e há o caso de, às vezes,

vir o poema inteiro.

 

Há sempre um risco de perder-se

em meio ao corpo do texto.

 

Mas não é de perder-se

o poeta que se faz o êxito?

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tela de Judite Pimentel

JUDITE PIMENTEL,artista plástica baiana, fez diversas exposições individuais e coletivas, premiada duas vezes na Bienal do Recôncavo-Bahia, duas vezes no Salão Gaivota-Bahia, primeiro lugar no Salão da Galeria Mali Villas-Bôas-São Paulo. Estudou Artes Plásticas, Filosofia, Francês. Fez vídeo experimental e dança-teatro. No Rio estudou pintura com Bernardü e no Parque Lage com Afonso Tostes. Atualmente desenvolve sua pesquisa pictórica em acrílica sobre tela e experimenta materiais como pedras e tecidos na composição de estandartes.  http://juditepimentel.multiply.com/

Minutos de ironia

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A BÍBLIA

 

Se você vai acreditar num livro antigo, escrito em versos e original de uma língua que você não entende, prefira Shakespeare ou Homero. 

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Nó na Garganta 2



Esperança

Ela é a última que morre,
mas não se trata de uma potência isolada e absoluta.
Sua morte vem depois porque a tudo antes mata.
A esperança é aquela que nos faz levantar após o tombo...
para cairmos ainda mais.
É quem nos faz esmurrar a faca
até que nos fure sua ponta.
De frustração em frustração,
ela nos mata,
arrastando-nos toda vez ao cadafalso que falha.
Um dia, o nó se aperta definitivo,
a lâmina desce exata
e, enquanto os olhos se apagam enfim,
ela ri sua risada.
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Minutos de ironia

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A VIDA

 

A vida é um acaso infeliz, um acidente. É como um incêndio em nossa casa. Agarre o que puder levar e salte pela janela.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Nó na garganta 1

Os falsos estão a nossa volta. Este ano, mais que os outros. Como uma revoada rumo ao sul, eles sentem os dias ruins chegando e começam a marcha sobre os bons e os puros. Roubam tudo que encontram no caminho, os gestos generosos, as pequenas delicadezas que nos ensinaram na infância e, principalmente, os sorrisos. Esta é a pior herança da falsidade. Ela nos obriga o sorriso artificial, de quem sabe e não pode falar, de quem é obrigado a ser cúmplice da falsidade, apenas por falta de provas. Sorri muito esse ano para os falsos que em meu entorno rodopiavam qual gaivotas, este pássaro que se disfarça de pomba branca do mar e não passa de rato com asas.

E de tanto sorrir, sucumbi, fui cooptado.

Deixem-me descansar agora, pois o novo ano virá e eles, como as gaivotas e os ratos, voltarão em sua onda nem branca nem negra, pois estão sempre cobertos de cinzas, a cor depois do fogo, o falso escuro, o falso dia...

Os que


Há os que anseiam

e os que interpretam

os sensuais signos.

Há os que estão na zona de perigo.

 

Há os que esperam

e os que passeiam

seus latentes cios.

Há os que estão na zona de perigo.


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sábado, 6 de dezembro de 2008

PRIMEIRA LIÇÃO DA TARDE



Aprender com o sol o ocaso:

 

morrer todos os dias

no lugar comum da vida

 

e chorar toda vez a dor primeira

da última despedida

 

e, na aurora,

recomeçar o fim.

D I Á R I O

Escrevo à mão firme

na pele sobre o branco

leito de navegar

o gozo de todos

os homens que esqueço;

 

gravo e guardo

o sabor nos

dedos, o calor

nos meios, o beijo;

 

a mão na escrita

do lembrado e do

querido, no desejo

do amado e do

perdido;

 

tudo em notas

no arquivo do corpo,

tudo em votos

de retorno.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Café Brülot


Ingredientes:

1/2 Cálice (licor) de conhaque

2 Colheres (chá) de açúcar

1 Cravo

1 Pedaço de canela em pau

3/4 de Xícara (chá) de café quente e forte

 

Modo de Preparar:

Coloque o conhaque com o açúcar, o cravo e o pedaço de canela em pau numa vasilha de cobre. Misture tudo muito bem. Em seguida, coloque a vasilha sobre um réchaud e deixe aquecer bastante. Flambe a mistura e entorne vagarosamente sobre o café quente, numa taça apropriada. Sirva imediatamente.