sábado, 6 de dezembro de 2008

D I Á R I O

Escrevo à mão firme

na pele sobre o branco

leito de navegar

o gozo de todos

os homens que esqueço;

 

gravo e guardo

o sabor nos

dedos, o calor

nos meios, o beijo;

 

a mão na escrita

do lembrado e do

querido, no desejo

do amado e do

perdido;

 

tudo em notas

no arquivo do corpo,

tudo em votos

de retorno.

2 comentários:

JIVM disse...

Vinícius, que bom que resolveste nos oferecer esse Café Molotov. Claro que o saborearei.
O poema "Diário" diz muito do poeta que és, na verdade é a tua poética. Parabéns pelo bom gosto. E vamos seguindo juntos. Abraços.

José Inácio Vieira de Melo

Eliana Mara disse...

O melhor deste poema é que ele não tem restrições de gênero. Gosto especialmente.