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sexta-feira, 6 de maio de 2016
quarta-feira, 24 de junho de 2015
terça-feira, 23 de junho de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Poemas para o Espetáculo de Dança Vous Doux
Este Poemas fora inspirados no espetáculo Vous Doux de meu irmão Allexandre Coutto.
Clique nas fotos para ampliar e ler.
Mais informações no blog do espetáculo: http://vousdoux.blogspot.com.br
quinta-feira, 5 de março de 2015
domingo, 1 de março de 2015
CINCO POEMAS CEGOS
UM
O barco perdido na madrugada
não sabe se vai no rio ou já é mar
e, por não saber assim quase nada
do que deixou e do que encontrará,
faz de destino as águas que navega,
faz de seu fim, porto, seguir às cegas.
DOIS
Se todas as portas da praça
estão para nós abertas,
as fugas possíveis todas;
se o dia de tão claro cega
esse olhar que em volta vaga,
por que vai assim aqui dentro
as galés de um sentimento
de que a vida está trancada?
TRÊS
Pelo jardim a formiga
herda de mim a cegueira.
Ela perdeu-se da fila
e num mundo em que poeira
são montanhas e avalanches
a formiga, sem a linha
que lhe diz trilha certeira,
não mais volta nem mais segue.
Eu brinco com a formiga.
Somos dois seres entregues.
QUATRO
Chamam luz
das artérias
esse vão,
a passagem
em que o sangue
corre a vida.
A corrida
é vermelha
sem chegada
ou partida.
Gira cega
pelo corpo,
até a morte,
infinita.
CINCO
nunca os olhos nus
míope que sempre fui
sempre através
atrás
das grades
das lentes
vida refratada
ou escura
sempre a fratura
fissura e fissão
núcleo da vida
Escritos entre 23/02/2015 e 25/02/2015
domingo, 22 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
O SORRISO DE LAERTE (Alex Smões)
porque quando nos sonhos parecia
tudo bem melhor
não era
sonho.
parecia
bem melhor
que a vida
e não valia a pena
que escrevia e desenhava
à pena
a duras penas
não valia
a vida sem sentido
dá avisos
há vida pulsando
o tempo urge
e às vezes dói lembrar
então seguir em frente
desenhando esquinas
com a ponta do salto o pivô
sabendo tudo muito sério
inclusive o sorriso estampado
e a lisura do vestido.
a moda agora é sóbria,
nós não podemos ser.
é uma questão política:
o contraste é estratégia
de quem milita a alegria.O VESTIDO DE LAERTE
Dedicado a Laerte Coutinho
Um corpo que se mude, ainda que tarde,
de umas calças surradas para o vestido,
há muito ele sabe: vestir é impreciso.
E se esse corpo, por função, domina o risco
e tem firme a mão para o traço fino,
sua mudança de panos faz mais alarde.
Ele se veste e revela-se nova casa
e então se refaz um novo destino:
desenhar desejos mais despidos.
Um corpo que se trace nova forma,
um charme assim característico,
mais que transformar-se, faz arte.
Marcus Vinícius Rodrigues
(Poema feito a pedido do poeta Alex Simões)
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
111
Chamas
nas grades
abertas.
Chamam-se
nomes
ao gritos.
111 nomes,
111 filhos.
Sem resposta.
In "Pequeno inventário das ausências". Salvador: Fundação casa de Jorge Amado, 2001.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Ao leitor
Decide por mim esse verso,
que o dia se faz pressa.
Hesitar é interdito e
as horas reclamam passar.
Decide a rima, sentencia a métrica,
que não há mais o que eu possa.
Todo o poema implora
um leitor que o faça.
quarta-feira, 13 de março de 2013
A ESTRUTURA DA BOLHA DE SABÃO
Para Lygia Fagundes Telles
Pele impossível
que aprisiona hálitos,
criando provisórios claros.
Coesão flutuante e fluida,
Refletindo mil espaços.
Lagartos, gatos, ratos.
Uma mulher escrevendo
no olho verde e dourado
da estrutura improvável.
RODRIGUES, Marcus Vinícius. Pequeno inventário das ausências. Salvador: Fundação casa Jorge
Amado, 2001
sábado, 9 de março de 2013
EUCARISTIA
Dissolve-se na
minha boca
o gosto.
Percorro contrito
o corpo.
Lambo, arranho, mordo
ombros,
peitos,
dorso.
E escorre-se você
em fluidos de gozo.
Corpo do meu corpo,
sangue do meu sangue.
Límpido,
lívido,
vívido,
líquido
santo.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Zona de perigo
Há os que anseiam
e os que interpretam
os sensuais signos.
Há os que estão na zona de perigo.
Há os que esperam
e os que passeiam
seus latentes cios.
Há os que estão na zona de perigo.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Do meu amor seus olhos
Direi do meu amor seus olhos
porque os vi primeiro quase que outros
em algo como um espelho, algo metálico.
Eles me olhavam fantasmas quase que mágicos,
eram dois e dourados na superfície prata,
fixos em mim, presos, como se guardas.
Eu o amei sem o ver inteiro: o meu amor,
naquele instante de fantasmagoria.
Direi do meu amor o que não era
sem jamais saber o que seria.
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