sábado, 2 de janeiro de 2010

Meu amor tem duas urgências

de que não pode fugir,


tem a urgência de vir,

de me ter ao peito à noite,


de saber-me todo entregue

e estar todo inteiro em mim;


mas sabe que não temos a noite,

temos apenas breves tardes


em que nada mesmo cabe

de tudo o que sabemos rir.


Meu amor tem urgência de partir.

Foto minha

5 comentários:

Gerana Damulakis disse...

Este "meu amor" ótimo. Já reparou que é um livro em formação? E com uma organicidade (trouxe esta palavra de outra área,mas acho que me fiz entender).

Gerana Damulakis disse...

Eu achava que era uma série paixão, por conta daquele "linho amassado" de um poema que está lá embaixo no blog. Não é. É amor.

Tatiana Carlotti disse...

Excelente! Abs, Tati

Mai disse...

É de uma urgência tão intensa que desarvora e tenta fugir - ou talvez fuja ao controle - o amor, apenas, porque o poema é mais-que-perfeito.

Uma jazida, uma nascente esse 'café molotov' um big bang que não perco mais de vista.

abraços, poeta.

Marcus Vinícius Rodrigues disse...

Seja bem vinda, Mai. Obrigado!