quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

3 Vestidos e meu corpo nu

Capa do livro 3 vestidos e meu corpo nu, que será lançado em 20 de janeiro na Tom do Saber, no Rio vermelho. Trata-se de um livro de contos inspirado em escritoras. O livro é um jogo, uma brincadeira com o fato de ser meu primeiro livro em prosa. Sempre que alguém estreia em literatura, há um primeiro momento de mapear as influências do escritor e escolher os rótulos que lhe caem bem. Chamado a participar da coleção Cartas Bahianas, optei por apresentar um livro com essas provocações. Trata-se de um pequeno volume com quatro contos. Três deles são escritos sob inspiração de três escritoras, Florbela Espanca, Bruna Lombardi e Lygia Fagundes Telles. Aparentemente, elas nada têm em comum: uma poeta portuguesa morta por suicídio em 1930 (A mais bela flor da alma), uma poeta/atriz, pouco reconhecida como escritora (Brutalmente Bruna) e a dama da literatura, que se encontra com mais de oitenta anos (Depois do baile verde). Em cada conto eu me inspiro nessas mulheres e suas obras para contar histórias de mulheres que, de algum modo, efetivo ou não, encontram-se sozinhas: um irmão que há muito faleceu, um marido que insiste na ausência, uma filha que a abandona. Para cada conto, busco me aproximar do estilo de cada uma, desde o uso de técnicas narrativas a apenas a reconstituição de uma atmosfera. São estes os vestidos. No quarto, (A noite de cada um), assumo, falsamente, a premissa de que há uma temática e um estilo meus a apresentar. É uma mentira. O conto se constrói como um jogo de esconde-esconde, desde a própria trama, que trata da impossibilidade da personagem protagonista vir à luz, até a intertextualidade, que, ao contrário dos “contos vestidos”, está oculta ou pelo menos não óbvia ou assumida. Enfim, o livro se monta como um jogo, brincando com a ideia de influência e a de gênero, já que se trata de um livro feminino, escrito por um homem. Entretanto, este jogo logo é deixado para trás, quando se observa a profunda solidão dessas personagens, cada uma guardando em si os interditos da vida

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6 comentários:

Halbermensch disse...

Sim, eu sou minimalista.

Alex disse...

Caro escritor,

Estou gostando de ver esse blog. A proposta do livro é bem interessante, sobretudo a parte da mentira e do jogo com o gênero, o literário e o outro. E a capa é bem legal, pela cor e pelo jogo baseado na sua proposta. Parabéns, quero ler este livro.

Flamarion Silva disse...

Prezado Marcus.
Não o conheço pessoalmente, mas juro que tentei conhecê-lo no lançamento do "Outras Moradas". Você sumiu.
Recebi convite para o lançamento de amanhã. Gostaria muito de ir, mas outros compromissos me impedem.
Parabéns pelo livro!
Flamarion Silva.

Marcus Vinícius Rodrigues disse...

Prezado Flamarion,

Oportunidade não faltará. A Coleção Cartas Bahianas continuará. Em março devem lançar Állex Leilla e Renata Belmonte. deve ser dia 16/03. Estaremos lá. Abraços,
mv

Anônimo disse...

ler todo o blog, muito bom

Anônimo disse...

Perche non:)