sexta-feira, 10 de julho de 2009

A estrada



Houve um tempo

de esperar desperto,

olhos ávidos,

boca entreaberta.

Houve um tempo

de crer na chegada.


Depois,

o atraso prolongando-se,

perdido o tempo,

diluiu-se a espera,

apagou-se o porvir.


Era o tempo de partir:

a estrada.


*

*

*

*

5 comentários:

Maria Muadiê disse...

Que lindo, Vinícius! ´Vou colocar no blog Plataforma para a poesia, viu?
Um abraço,
Martha

Camila Mascarenhas disse...

Adorei!
Perfeito!!!

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Gerana Damulakis disse...

Belo poema.
Mas quero dizer que seu livro de contos me deixou encantada: excelente!

anjobaldio disse...

Excelente. Grande abraço!