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segunda-feira, 20 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Resenha na Verbo21
| abril de 2009 | |
O vestido de dançar
Por Wladimir Cazé
Em "3 vestidos e meu corpo nu" (P55 Edições, 2009, 50 páginas), primeiro livro de contos de Marcus Vinícius Rodrigues, há uma forte identificação do narrador com a figura feminina, que é o ponto de partida para a articulação do texto. O tecido do vestido de festa que a personagem de "A mais bela flor da alma" usa em um momento significativo de sua vida é feito do mesmo tecido de que são feitas as palavras com que a menina tenta apreender o seu mundo subitamente transtornado.
O fim da infância é évocado de maneira tátil: "Doía-me na barriga, bem lá embaixo, uma dor fina e desconhecida que às vezes me fazia torcer o vestido que encurtava" (p. 6). Pouco depois, outras percepções são sinestesicamente trazidas à flor da página, perante a descoberta precoce e quase simultânea do amor e da morte ......................... http://www.verbo21.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=383&Itemid=136 0 0 0 0 0 |
segunda-feira, 13 de abril de 2009
. E . p . i . g . r . a . m . a .
sábado, 11 de abril de 2009
BIENAL do LIVRO da BAHIA
Domingo - 19/04/2009, 20:20 na PRAÇA DO CORDEL E DA POESIA,
com Martha Galrão e Nívia Maria Vasconcellos
Segunda - 20/04/2009, 18:30 na ARENA JOVEM,
com
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Muitos amigos meus estarão na Bienal. Abaixo segue minha programação particular da Bienal. Serve, também, de dica para vocês.

ARENA JOVEM
18/04/2009, 19:00 - LITERATURA, BLOGS E BLOGUERIAS: Renata Belmonte, Gustavo Rios e Lima Trindade
20/04/2009, 18:30 - Poesia e Ritmo são irmãos?: Landê Onawle, Marcus Vinícius Rodrigues e
24/04/2009, 18:30 - Literatura com sexo é melhor? Gabriela Leite, Állex Leila e Antônio Carlos Viana
PRAÇA DO CORDEL E DA POESIA
19/04/2009, 20:20 - Martha Galrão, Marcus Vinícius Rodrigues e Nívia Maria Vasconcellos
20/04/2009, 20:20 - Adriano Eysen, Eliana Mara Chiossi e Walter César
21/04/2009, 20:20 - Maria da Conceição Paranhos e Luis Antonio Cajazeira Ramos
22/04/2009, 20:20 - Damário Dacruz, Lita Passos e Wladimir Cazé
23/04/2009, 18:00 - Georgio Rios, Paulo André e Thiago Lins
23/04/2009, 20:20 - Elizeu Moreira Paranaguá, Vânia Melo e Herculano Neto
24/04/2009, 20:20 - Kátia Borges e Mayrant Gallo
25/04/2009, 18:00 - André Galvão, Mônica Menezes e André Guerra
26/04/2009, 20:20 - Sapiranga e
CAFÉ LITERÁRIO
18/04/2009, 18:00 - A literatura se alimenta do mito?: Alberto Mussa, Aleilton Fonseca
19/04/2009, 18:00 - A vida imita a literatura ou é o contrário?:
19/04/2009, 20:00 - Atualmente, a internet é o lugar da poesia?: Antônio Calloni,
21/04/2009, 18:00 - O que um escritor deve fazer para começar a publicar?: Dênisson Padilha Filho e Goulart Gomes, Suênio Campos de Lucena
23/04/2009, 20:00 - Trazer a intimidade para a literatura é um desafio?: Mônica Menezes,
25/04/2009, 18:00 - Realidade e Ficção: qual o mais assombrado?: Heloísa Seixas e
25/04/2009, 20:00 - Qual a diferença entre fazer um conto e um romance?: Antônio Torres e
quinta-feira, 9 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Entrevista minha na Diversos afins. Vejam a gentil introdução de Fabrício Brandão
PEQUENA SABATINA AO ARTISTA
Por Fabrício Brandão
Certos encontros, até mesmo os mais inesperados possíveis, costumam acrescentar seus ingredientes instigantes de descoberta e, por assim dizer, renovação de nossos repertórios de vida. Recordo-me que o momento de perceber as primeiras escutas em torno do escritor baiano Marcus Vinícius Rodrigues veio com a afirmação de que versos redefinem não apenas mistérios, mas também traços mais tênues e sublimes sobre quem realmente somos. O moço, a quem tomo a licença de nomear como poeta do imponderável, além de desfilar ideias sobre a sua intimidade com o universo literário, recitava seus curtos, porém incisivos versos embebidos em lembranças, afetos, enigmas e, sobretudo, ausências.
O autor de Pequeno inventário das ausências (Fundação Casa de Jorge Amado), livro de poemas que lhe rendeu o Prêmio Copene de Literatura 2001, é hábil em construir signos que cativam pelo rico jogo de apelos sensoriais. Noutro momento, o poeta Marcus veste as túnicas de uma prosa regada a doses intensas de lirismo, alguma introspecção e um precioso percurso sob a ótica feminina, para nos servir sinfonias existenciais no belo 3 Vestidos e meu corpo nu (Coleção Cartas Bahianas – P 55 Edições). Um pouco de suas percepções, nuances criativas e sentimentos que movem linhas agora estão aqui, dispostos numa breve conversa.
C O N T I N U A NA DIVERSOS AFINS http://www.diversos-afins.blogspot.com/
terça-feira, 24 de março de 2009
Sobre as árvores

segunda-feira, 9 de março de 2009
Um corpo de verão
domingo, 1 de março de 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Comentário de um leitor sobre 3 vestidos e meu corpo nu
Ainda não tive como fazer uma análise literária mais profunda. Mas a primeira impressão foi realmente muito boa. Só reclamo do tamanho: fiquei com vontade de ler um pouco mais.
Abraço, Léo
VIAS

Toda via
tem seu andarilho incansável.
Todo andarilho tem um dia
de pousar à margem de um regato.
Todo regato é via
de não se andar.
Todo andarilho deveria
tentar o nado.
Todavia...

As reticências do poema VIAS atraíram minha atenção. Reticências sugerem caminhada, extensão... A própria poesia é andarilha, trilheira, percorre todas as vias, as viáveis e as nem tanto, a mão e a contra-mão. O poeta é um caminhador das palavras, o flâneur baudellairiano, caminha andando e sem andar também, com o pensamento condoreiro, anda por cima, por baixo e por dentro das coisas. Vias, de Marcus Vinícius Rodrigues, fala do entrave da poesia, da não-via, e , diante dele, escapa com uma palavra transbordante de movimento e fuga: todavia, ainda mais quando acompanhada de reticências. Aí, o poeta é a própria palavra, e esse é um momento de grande intensidade lírica no poema. E, então, o poema se abre para a dubiedade que todavia também traz, e não se fecha nunca, não acaba. Fecha-se os olhos e viaja-se com Vias ( e vê-se, também), tudo na imaginação.
No texto: UMA MIRADA SOBRE OS NOVOS POETAS DA BAHIA: RETRATO POÉTICO DE UMA ERA DE INCERTEZAS, de LUCIANO

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Azul de litoral_ trechos de poemas de CARLOS PENA FILHO
***
... em vosso claro olhar, e leve,
navegam coloridas geografias,
azul de litoral, paredes frias,
vontade de fazer o que não deve...
***

Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gesto insensatos
e colori as minhas mão e as tuas.
***

Mais que o claro domingo e o claro cântico
que o litoral deixou em meio às blusas,
retém seu corpo as tardes inconclusas
sepultadas no azulescido atlântico.
***










