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segunda-feira, 26 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Convite Cartas Bahianas
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Eros resoluto e O livro do quase invisível
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Eros resoluto
Eros resoluto, pela Coleção Cartas Bahianas
Nasceu o livro. Aí está a capa. A cor não é exatamente essa. Será um tom de rosa mais escuro. Escolhi hoje a cor. Procurava um azul, mas o rosa se impôs.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Para Eugénio de Andrade
Hoje acordei com saudades de Eugénio de Andrade. Aí vai um poema dele e, abaixo, um poema meu para ele, que conheci (os livros) apenas quando já estava perto de sua partida deste mundo. Escrevi o poema quando ele já estava doente.
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
PARA EUGÉNIO DE ANDRADE
Sei de ti há tão pouco
e tão pouco sei
e ainda assim
sinto-me íntimo.
Tanto é o muito neste pouco.
O que pra mim era o mundo
mostra-se oco
de não te ter no meu passado.
Eu que sou feito de memória e saudade,
esta palavra tão nossa
a unir-nos de porto a porto,
a fazer do mar que nos separa
o mar que nos abraça.
Eu te abraço,
eu te aconchego,
faço-me teu
leito de águas,
antes de vir a barca.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Livros e livros
Há algum tempo disse aqui que estava escrevendo um livro. Estou. Vai ser lançado em agosto, tudo indica. Trata-se de um livro de contos sobre a Bahia e tem, até agora, o nome de CADA DIA SOBRE A TERRA.
A TARDE DE UM FAUNO
Darei mais informações quando tudo se confirmar.
domingo, 28 de março de 2010
S.O.T.E.R.Ó.P.O.L.I.S
Esta cidade,
que se despeja poente abaixo,
calçada de pedra,
antiga e moderna
no jeito de deslizar contorcida,
difíceis as subidas de suas ladeiras,
esta cidade não se salva.
Na forma como canta
sempre o sol que deita
e de como se espanta
do dia quente que a encontra
ainda no deleite do amor,
e esse homem
lhe contando as lendas
cativante e antigo,
e esse outro arrancando-lhe
o futuro do umbigo,
e a espera
nesta beira de terra
debruçada sobre o mar,
como aquela deusa vaidosa
ou aquela outra,
a face multiplicada nas águas
devastando o tempo
os seus mirantes cansados.
Esta cidade não se salva.
.
.
.
.
.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Esculturas dançantes
sexta-feira, 5 de março de 2010
L'albatros par Charles Baudelaire
Souvent, pour s'amuser, les hommes d'équipage
Prennent des albatros, vastes oiseaux des mers,
Qui suivent, indolents compagnons de voyage,
Le navire glissant sur les gouffres amers.
A peine les ont-ils déposés sur les planches,
Que ces rois de l'azur, maladroits et honteux,
Laissent piteusement leurs grandes ailes blanches
Comme des avirons traîner à côté d'eux.
Ce voyageur ailé, comme il est gauche et veule!
Lui, naguère si beau, qu'il est comique et laid!
L'un agace son bec avec un brûle-gueule,
L'autre mime, en boitant, l'infirme qui volait!
Le Poète est semblable au prince des nuées
Qui hante la tempête et se rit de l'archer;
Exilé sur le sol au milieu des huées,
Ses ailes de géant l'empêchent de marcher.
Tão logo o estendem sobre as tábuas do convés, Antes tão belo, como é feio na desgraça O Poeta se compara ao príncipe da alturaO Albatroz
Tradução de Ivan Junqueira
Às vezes, por prazer, os homens da equipagem
Pegam um albatroz, imensa ave dos mares,
Que acompanha, indolente parceiro de viagem,
O navio a singrar por glaucos patamares.
O monarca do azul, canhestro e envergonhado,
Deixa pender, qual par de remos junto aos pés,
As asas em que fulge um branco imaculado.
Esse viajante agora flácido e acanhado!
Um, com o cachimbo, lhe enche o bico de fumaça,
Outro, a coxear, imita o enfermo outrora alado!
Que enfrenta os vendavais e ri da seta no ar;
Exilado no chão, em meio à turba obscura,
As asas de gigante impedem-no de andar.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Verlaine - Chanson d'automne
Les sanglots longs
Des violons
De l'automne
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.
Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure.
Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.
terça-feira, 2 de março de 2010
Tempo de prosa
domingo, 21 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Dois poemas
Todo poeta tem poemas como esses abaixo: um de que todos gostam, que sempre é lembrado; e outro de que o poeta gosta muito, mas que não é percebido pelos outros.
POEMA DE QUE TODOS GOSTAM
Pipas
Todas as pipas que tive
não as vi voando
míope que sou.
Só o barbante suspenso,
o farelo de vidro.
No alto, puxando,
a pipa invisível.
vem voar comigo.
Hoje não. Estou de castigo.
POR QUE GOSTAM: o que alcança as pessoas é o tom de infância que o poema traz
POEMA DE QUE GOSTO
Ave
Parte-se no ar
a asa,
esvai-se
o voo exato.
Cai vermelha,
grave,
a ave.
rodopia
debate-se
parte-se
no piso.
Não sobrevivo.
POR QUE GOSTO: gosto do ritmo e da cena que é descrita. Ao mesmo tempo musical e visual. Talvez não seja um poema relevante, enfim, mas gosto muito.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
O melhor café de Salvador





