quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Roteiro da poesia brasileira, volume dedicado a quem surgiu depois de 2000, organizado por Marco Lucchesi (eu incluído)
Agenda 2010 da escrituras, com poetas baianos (eu incluído)

domingo, 4 de outubro de 2009

Money, in Cabaret: Liza Minelli and Joel Grey


Money makes the world go around

The world go around

The world go around

Money makes the world go around

It makes the world go 'round.

A mark, a yen, a buck, or a pound

A buck or a pound

A buck or a pound

Is all that makes the world go around,

That clinking clanking sound

Can make the world go 'round.

Money money money money money money

Money money money money money money

Money money money money money money

Money money

If you happen To be rich,

And you feel like a

Night's enetertainment

You can pay for a

Gay escapade.

If you happen To be rich,

And alone, and you

Need a companion

You can ring-ting-A-ling

for the maid.

If you happen To be rich

And you find you are

Left by your lover,

Though you moan and you groan

Quite a lot,

You can take it On the chin,

Call a cab, And begin

To recover

On your fourteen-Carat yacht.

Money makes the world go around,

The world go around,

The world go around,

Money makes the world go around,

Of that we can be sure.

(....) on being poor.

Money money money- money money money

Money money money- Money money money

Money money money money money money

Money money money money money money

Money money money money money money

If you haven't any coal in the stove

And you freeze in the winter

And you curse on the wind

At your fate

When you haven't any shoes

On your feet

And your coat's thin as paper

And you look thirty pounds

Underweight.

When you go to get a word of advice

From the fat little pastor

He will tell you to love evermore.

But when hunger comes a rap,

Rat-a-tat, rat-a-tat at the window...

At the window...

Who's there?

Hunger!

Ooh, hunger!

See how love flies out the door...For

Money makes The world...

...Go around

The world...

...Go around

The world...

...Go around

Money makes the

The world...

...Go around

That clinking

Clanking sound of

Money money money money money money

Money money money money money money

Get a little,

Money money

Get a little,

Money money

Money money

Money money

Money money

Money money

Mark, a yen, a buck

Get a little

Or a pound

Get a little

That clinking clanking

Get a little

Get a little

Clinking sound

Money money

Money money...

Is all that makes

The world go 'round

Money money

Money money

It makes the world go round!

Abraço
desenho feito no celular e alterado no photoshop

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sábado, 3 de outubro de 2009

Arte ou


Exercício de

dicção para

Liza Minelli







Manet Manet Manet Manet

Manet Manet Manet Manet

Manet Manet Manet Manet

Manet Manet Manet Manet

Manet Manet Manet Manet

Manet Manet Manet Manet

Manet Manet Manet Manet

Manet Manet Manet Maney

Monet Monet Monet Monet

Monet Monet Monet Monet

Monet Monet Monet Monet

Monet Monet Monet Monet

Monet Monet Monet Monet

Monet Monet Monet Monet

Monet Monet Monet Monet

Monet Monet Monet Money

domingo, 6 de setembro de 2009

Toda a tristeza dos rios




Não posso dizer que qualquer coisa de sobrenatural ou extraordinária me levou às margens do Sena tão rápido. Afinal, um turista que chegue cedo demais a um hotel de Paris e seja obrigado a fazer um passeio de espera – a diária do hotel ainda por começar, invariavelmente será atraído para Notre-Dame-de-Paris. Um vórtice de desejo nos leva a todos para lá. Assim é que cruzei as linhas do metrô e fui. A visão deslumbrante da novidade, do desejo que se concretiza pela primeira vez... atravessar uma ponte... a igreja e a fila de turistas com sua alegria de domingo à tarde, um céu cinza que de repente se abre azul, como quem finalmente é conquistado e se entrega... a igreja e seu grande espaço vazio, a igreja e sua luz de vitrais, uma igreja toda louvor às alturas, suas centenas de anos, suas gárgulas, seus Quasímodos, suas Esmeraldas por ali dançando, todas as quedas trágicas, todas as redenções, coisas demais para sentir.
Fiquei por ali, vagando sem rumo, apenas acompanhando as correntes que faziam as outras pessoas, eu seguia o movimento, como uma folha caída na água. Eu apenas me deixava levar, os poros todos abertos para ver e ouvir, para sentir e tocar. Eu apenas estava ali e isso era tudo que podia ser naquele momento.
Quando enfim me libertei da ilha, fui caminhar pela margem esquerda do Sena, até a Pont Neuf. O rio e suas águas castanhas me lembrou outros rios por onde passei. Tive muitos rios na minha vida, eu que nasci à beira mar.
Nasci em Ilhéus, no bairro do Malhado. Nossa casinha na rua Nossa Senhora das Graças ficava numa pequena elevação. Podíamos ver o mar bem ali do outro lado da rua, por sobre as casas em frente. As puxadas de rede dos pescadores, os barcos cegando ao porto. Não fiquei muito ali. Logo me mudei e fui morar à beira da foz do rio Almada, o primeiro rio. Lembro das canoas dos pescadores ali na areia, as minhas brincadeiras com meus irmãos. Lembro que deste rio saiu minha primeira experiência de morte. Morreu afogado o filho de minha madrinha. Não pude ver nada ou ir ao enterro, mas lembro ainda das histórias de como ele se afogou e desapareceu no rio, de como foi encontrado depois o seu corpo já comido pelos peixes. Assim me contavam meus irmãos.
Tive outros rios na vida, o Tocantins, o Madeira. Este o rio que presenciou minhas primeiras descobertas sexuais, lá longe de tudo, no Amazonas.
Mas aqui, caminhando ao lado do Sena, me lembro de rios que não são meus, lembro dos rios Beberibe e Capibaribe, em Recife. Lembro de meu amigo Ney no alto de Olinda apontando para Recife e dizendo: e ali o Beberibe encontra o Capibaribe e juntos formam o oceano Atlântico. Lembro de sua camisa polo amarela, aquela mesma que vestia quando, muito tempo depois, numa noite mais triste que as outras, me apareceu num sonho e disse: você está seguindo em frente. Ney sempre soube de mais coisas do que eu, eu sempre desconfiei. Bom, como bom apaixonado por Recife, ele pelo menos sabia em que lado do rio estávamos. Essa era minha maior angústia quando ia lá. Eu que era tão bom para me localizar no espaço, nunca sabia de que lado do rio estava. Recife me confundia. Ou eu acreditava tão plenamente no meu amigo e suas certezas visionárias que esquecia de prestar atenção às coisas. Ele parecia saber de tudo que ia acontecer em nossas vidas. Só uma vez errou no cálculo dos anos, ou, se sabia, apostou que estava errado.
Era seu o sonho de estar aqui caminhando à margem do rio sena. Ela sabia que não tinha tempo, a morte já anunciada. Assim é que planejou a viagem para setembro daquele ano. Tudo certo. E, então, em julho, um mesmo julho como esse, quando o céu do Brasil é o mais bonito, como ele gostava de dizer, aconteceu. E foi minha a triste previsão. Eu tinha lhe escrito uma carta em que dizia que ele não podia saber do que morreria, ninguém sabia. A cara do fim que ele vira não era verdadeira e sobre esse mistério nada sabíamos. Foi assim que a vida me fez acertar dolorosamente: uma noite feliz, um assalto, um tiro, uma hemorragia... o sangue não conseguia parar...
Agora, enquanto caminho, eu o faço devagar, os passos pensados e leves, pois sei que piso em sonhos que não são meus. É pelo sonho de meu amigo que passeio. Ele sonhou com tanta força que é como se ele estivesse aqui ao lado me dizendo para seguir em frente. Eu sigo e olhando o Sena deixar correr suas águas, entendo bem o que disse Mário Quintana: Toda a tristeza dos rios é não poderem parar.
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sábado, 5 de setembro de 2009

Ilhéus


Você me verá no cais

vazio da cidade onde nasci,


andando sobre o lodo

do mar que esvai.


Também eu parti

rumo à saudade,


esta nova pátria

de onde não posso fugir.

sábado, 29 de agosto de 2009

LES CAHIERS DE PARIS - 1

Entre aqui e lá


Voar é estar parado

Sobre um tapete branco

Sob um céu estrelado




Uma vez, entre Niterói e o Rio, na barca, tivemos de esperar passar o porta aviões. “O” porque vocês sabem que o Brasil só tem um. Ficamos ali parados no meio da baía da Guanabara. Eu me distraía com o congestionamento de navios, barcas, barquinhos... no céu os aviões vinham descendo desde a Porte Rio-Niterói até o aeroporto Santos Dumont. O centro do Rio, com seus prédios altos, parecia uma muralha. Era uma ambiência futurista retrô, um Blade Runner.

Todas aquelas pessoas na barca, com seus compromissos inadiáveis: empregos, escola namorados... tudo por um fio. Todas aquelas pessoa não podiam fazer nada a não ser esperar. Também eu. Deliciosa impotência essa em que a vida não nos pertence. Naqueles minutos parado no meio da baía, senti que nada podia me acontecer. Toda a vida parada, decantando sua dor e suas ansiedades.

Agora, estou novamente sobre as águas, quase sobre Cabo Verde, entre aqui e lá. Não há nada que impeça o seguir do avião, mas ele parece parado em pleno ar. Só o monitor à minha frente conta os quilômetros que passam. Estou seguindo por sobre os fusos do tempo pelo planeta, mas é como se estivesse parado... e nada pode me acontecer. Nenhuma gente pode mudar o meu destino agora. Nem mesmo eu posso fazer qualquer coisa. Minha vida inteira por decidir, os amigos os colegas os parentes, ninguém pode me alcançar, nenhuma notícia virá agora. Nada. E nada posso. E aos poucos as dores e as ansiedades ficam para trás.

Deliciosa liberdade de nada poder, nada fazer, nada saber do mundo lá embaixo sob as nuvens. Tudo é só contemplar a noite e sua estrelas há muito mortas. Elas já não estão lá onde as vejo, eu já não estou lá de onde parti, tampouco cheguei ainda.

Pareço estar parado e o espaço e tempo dos fusos se movem sobre mim.

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

A estrada



Houve um tempo

de esperar desperto,

olhos ávidos,

boca entreaberta.

Houve um tempo

de crer na chegada.


Depois,

o atraso prolongando-se,

perdido o tempo,

diluiu-se a espera,

apagou-se o porvir.


Era o tempo de partir:

a estrada.


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domingo, 24 de maio de 2009

Farfalle

Borboletas não pousam

porque a vida é um fiapo na brisa

perde o sopro quem aterrissa


Des papillon ne se posent pas

parce que la vie est un fil à la brise

perd le souffle celles qu’aterrisent

 



In RODRIGUES, Marcus Vinícius. Pequeno inventário das ausências, Fundação Casa de Jorge Amado/Prêmio Brasken, 2001.


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terça-feira, 5 de maio de 2009

Depoimento de Bruna Bianchi sobre minha poesia

A poesia de Marcus Vinícius Rodrigues é lenta. Não lenta na leitura... uns versos tão curtos e tão poucos. Ela é lenta porque chega depois. As palavras demoram muito a chegar ao papel. Quando isso acontece, os sentimentos já estão envelhecidos, as idéias já não são surpresa. Tudo está decantado. Muitas camadas de tempo já se depositaram sobre a dor. E é dessa dor esquecida que se faz um verso de duas sílabas.

 

Bruna Bianchi é modelo e Atriz de novelas, Artista plástica e um fenômeno de fotogenia e desamparo.

domingo, 3 de maio de 2009

. . . . . . M . . . . .


Cinco sentidos

tem a mão do menino na escola.

Antes do mundo ele aprende as portas,

mas hesite na pergunta:

entro?

O olho fixo no misterioso centro

da palma.



Cinq sens

a la main du garçon à l’école

Avant le monde il apprendre les portes.

Et pourtant il hesite a la demande:

Entre-je?

Les yeux fixés o mystérieux centre

de la paume.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Bienal do Livro da Bahia 2009





γ
γ




γ
γ
γ


Poesia e Ritmo são irmãos?

Local: Arena Jovem Oi
Data/Hora: 20/04/2009 às 18:30
Convidado: Landê Onawle, Marcos Vinícius Rodrigues e João Filho



Praça de Cordel e Poesia
Data/Hora: 19/04/2009 às 20:20
Convidado: Martha Galrão, Marcus Vinícius Rodrigues e Nívia Maria Vasconcellos